Nem tudo o que prende é laço, nem tudo o que queima é fogo. Às vezes, o que nos mantém perto é o mesmo que nos afoga. Um veneno doce que corre na pele, um ciclo vicioso onde a dor já faz parte do desejo. E quando dás por ti, já não sabes se ficas porque queres… ou porque esqueceste como é ir embora.
O problema nunca foi o sentir, mas o deixar que o sentir te cegasse. Perder a noção de onde terminas e o outro começa, até que já não há fronteiras — só dependência, só caos, só vício. E no meio disso tudo, chamas a isso amor.
Mas o amor não deveria doer. Não deveria consumir até não sobrares. Amor é refúgio, não tempestade. Se para ficar tens de te perder, talvez nunca tenha sido amor… só uma ilusão bem vendida.
レムᝯׁꫀ