Houve um tempo em que o amor nΓ£o precisava de traduΓ§Γ΅es. Era um olhar que dizia tudo, um toque que prometia o mundo. NΓ£o havia jogos, nem estratΓ©gias, nem medos disfarΓ§ados de orgulho. As palavras tinham peso, os compromissos eram sagrados, e a lealdade nΓ£o era uma opΓ§Γ£o, mas uma condiΓ§Γ£o.
Hoje, perdidos entre notificaΓ§Γ΅es e distraΓ§Γ΅es, esquecemos a essΓͺncia do que Γ© amar. Procuramos validaΓ§Γ£o em curtidas, medimos afeto em mensagens instantΓ’neas e confundimos proximidade virtual com intimidade real. O amor tornou-se um produto, embalado e vendido em datas marcadas no calendΓ‘rio.
Mas o verdadeiro amor nΓ£o conhece datas. NΓ£o se limita a um dia, nΓ£o se expressa apenas em presentes ou gestos grandiosos. O verdadeiro amor estΓ‘ na consistΓͺncia, na presenΓ§a silenciosa, no apoio nos momentos de afliΓ§Γ£o. EstΓ‘ em segurar a mΓ£o quando o mundo desaba, em ser o porto seguro nas tempestades da vida.
Aquele amor que nΓ£o precisa de adornos, que vive na sinceridade de um olhar, na profundidade de uma conversa, na cumplicidade construΓda dia apΓ³s dia. Vive o amor que permanece, que resiste ao tempo e Γ s adversidades.
Acima de tudo, sΓͺ feliz.
Lembra-te, jÑ o disse antes⦠aquilo que achamos que estÑ de mal mas que não fazemos nada para mudar, tornam-se escolhas.
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Lace.Lens
2025-02-14 22:55:50 +0000 UTCJose dias
2025-02-14 22:44:52 +0000 UTC